A Guerra Cultural e todo o seu aparato mili... Não, são só as redes sociais mesmo.
Hoje
o mundo se encontra em guerra. Uma guerra praticamente invisível que ocorre
todos os dias com milhões de combatentes, onde um único lado tem oprimido todos
os seus adversários. As vítimas dessa guerra são a inteligência, a lógica e a
cultura, construídas a duras custas. Eu falo sobre a guerra cultural que se
instalou em todo o mundo e que tem interesses sérios de nações e pessoas muito
poderosas em jogo.
De
um lado temos Jorge Paulo Lemann, George Soros e as grandes empresas de
tecnologia, Google, Meta e o mais terrível dos inimigos o TikTok. Do outro lado
temos figuras como Pierre Omydiar, Elon Musk, atual dono do Twitter e figuras “menores”
e mais regionalizadas como Jordan B. Peterson. No primeiro lado, temos os
defensores da chamada cultura Woke, e toda a pauta que surge a partir dos
neomarxistas juntos dos liberais. Do outro lado temos o grupo dos defensores de
uma forma mais ampla da liberdade de expressão e figuras mais ligadas ao
conservadorismo que foram apagadas pelo primeiro.
Essa
guerra cultural que teve seu ápice a partir dos anos 80, trouxe ao ocidente aquilo
que será o motivo do declínio da civilização ocidental. O maior beneficiado e
que ao mesmo tempo é grande financiador? A China. Sua maior arma? O Tiktok. Neste
momento, metade dos leitores provavelmente acreditam que isso se trata de uma
teoria da conspiração, mas tendo os fatos expostos, vocês verão que não é para
tanto.
O
Tiktok é uma rede social que tem seu fundamento em vídeos curtos, criada pela China
como uma ferramenta educacional, ela foi repassada ao restante do mundo como
uma ferramenta onde as pessoas... "Compartilham dancinhas" e a usam para entretenimento. Se a diferença no
funcionamento do código da rede social, que incentiva vídeos com conteúdo mais
fútil para os usuários fora da China, enquanto incentiva vídeos de ensino e
motivacionais dentro do território chinês, mostrando como conquistar sucesso na vida, ela também é
responsável por uma das mais extensas invasões de privacidade, incluindo em
seus termos de uso a permissão para saber tudo o que você digita no celular. Isso para
uma pessoa comum parece inofensivo, até que você se torne um agente do governo.
O
efeito secundário da rede social chinesa é menos percebido e considerado “secundário”
quando na verdade, é um dos maiores perigos para o ocidente: A redução da busca
de assuntos complexos e a tentativa de tratar destas pautas complexas feitas em termos simplistas que não englobam tudo o que
fundamenta uma ideia, tornando o debate de ideias ainda mais raso do que nos
últimos anos, combinado com o aumento de problemas de ansiedade e depressão
devido a velocidade com que se consome assuntos diversos.
Isso
tudo alimenta a máquina da cultura Woke que silencia grupos conservadores e
liberais de direita e, acima de tudo, faz uma "ditadura" de uma minoria sobre o todo da população, trazendo problemas dos mais diversos que vão de depressão, ansiedade e perda de comunicação direta entre pessoas (Vocês leitores, tentem ver quantas pessoas que nasceram nos anos 2000 para frente ligam para alguém ao invés de digitar mensagens no Whatsapp ou enviar áudios), até problemas como intolerância ao contraditório uma vez que ficam presas em bolhas, menor capacidade de concentração e armazenamento de informações e por tanto de aprendizado, culminando em mais problemas depressivos e de ansiedade. Apesar de ser o ápice do problema, o TikTok não foi o primeiro responsável por ele, tendo suas "irmãs mais velhas" Facebook, Instagram e Twitter sido responsáveis por fundamentar o ambiente que traria a maior de todas as armas, não a toa, grandes estudiosos do mundo moderno como o neurocirurgião Michel Desmurget apontam para o emburrecimento do mundo justamente nos anos do começo do boom das redes sociais. Outros grande nome como Yuval Harari e até o próprio Elon Musk apresentaram dúvidas em relação as redes sociais e o desenvolvimento das I.A's muito usadas pelas redes.
Importante frisar que para solucionar este problema é importante evitar entregar a tecnologia cedo demais aos jovens. A idade para uso da maioria das redes sociais é de 13 anos, mas considerando todos os efeitos causados pelas redes, a ampliação dessa idade para 16 anos deveria ser estudada e preferível, uma vez que o convívio nessa idade já oferece uma "casca social" permitindo a redução dos problemas das redes. Isso deve vir acompanhado do convívio externo com o contraditório o que impedirá os efeitos de bolha que poderiam surgir depois. Isso exige dos pais um cuidado e controle que o mundo moderno trata como algo rejeitável, mas extremamente necessário. Deixo a reflexão aberta sobre a guerra que é travada todos os dias, onde as armas são likes, compartilhamentos e cancelamentos e os campos de batalha são as redes sociais.
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